{"id":2297,"date":"2022-08-29T17:25:12","date_gmt":"2022-08-29T20:25:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.meulugarpsicologia.com.br\/index\/?p=2297"},"modified":"2022-08-29T17:25:14","modified_gmt":"2022-08-29T20:25:14","slug":"10-motivos-pelos-quais-os-casais-mais-brigam-depois-de-ter-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.meulugarpsicologia.com.br\/index\/10-motivos-pelos-quais-os-casais-mais-brigam-depois-de-ter-filhos\/","title":{"rendered":"10 motivos pelos quais os casais mais brigam depois de ter filhos."},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro ano de vida de um filho \u00e9 a prova de fogo para a maioria dos casais. Por mais que os pais tenham estudado sobre o assunto e at\u00e9 feito cursos para se preparar para a chegada do beb\u00ea, nenhum casal est\u00e1 100% pronto para os conflitos que poder\u00e3o surgir no relacionamento. A rotina muda e surgem novas responsabilidades, tarefas e um estilo de vida que deixa de ser a dois e passa a ser em grupo. \u00c9 normal que o casamento sofra um baque \u2013 tanto que esse impacto tem at\u00e9 nome: baby clash, ou choque do beb\u00ea, em tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um estudo com 5 mil homens e mulheres, conduzido pela Open University, no Reino Unido, mostrou que casais sem filhos se consideram mais felizes no relacionamento. A principal justificativa foi o tempo a mais que t\u00eam para dedicar ao parceiro, com di\u00e1logo e uso de frases como \u201ceu te amo\u201d. Em contrapartida, a pesquisa mostrou que mulheres com filhos se sentem mais completas nos outros \u00e2mbitos da vida. Para conseguir o melhor dos dois mundos s\u00f3 existe uma maneira: buscar um meio termo e aceitar que conflitos s\u00e3o inevit\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o psic\u00f3logo Luciano Passianotto, especialista em sexualidade humana pela Unicamp, um dos fatores que potencializam o atrito entre o casal, principalmente no come\u00e7o da vida do filho, \u00e9 uma vis\u00e3o rom\u00e2ntica sobre o p\u00f3s-parto: \u201cA realidade \u00e9 que uma crian\u00e7a traz muitas demandas, nem todas agrad\u00e1veis: noites em claro, inseguran\u00e7a ou ansiedade no cuidado\u2026 Um filho \u00e9 o maior projeto que muitos casais assumem e, como a vontade de que aquilo d\u00ea certo \u00e9 grande, as decis\u00f5es s\u00e3o tomadas sob forte press\u00e3o. Assim como em toda situa\u00e7\u00e3o estressante, a chance de haver embates aumenta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Respire fundo<br>Na hora de avaliar como anda o relacionamento, o que faz diferen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 a frequ\u00eancia de desentendimentos, mas a capacidade de o casal se comunicar, lidar com as quest\u00f5es necess\u00e1rias e trabalhar em equipe para resolv\u00ea-las. Se n\u00e3o h\u00e1 mais abertura para um di\u00e1logo construtivo em que os dois t\u00eam um objetivo em comum, \u00e9 hora de procurar um profissional para tentar reabrir esse espa\u00e7o de troca. Quando as discuss\u00f5es mant\u00e9m o respeito, elas podem ocorrer at\u00e9 na frente das crian\u00e7as. \u201cSe n\u00e3o houver viol\u00eancia verbal, o filho percebe que h\u00e1 uma vontade de acordo e come\u00e7a a assimilar o di\u00e1logo como a melhor forma de lidar com problemas. Ele compreende que mesmo pessoas que se amam se desentendem, mas que \u00e9 poss\u00edvel resolver com tranquilidade\u201d, explica a psicoterapeuta familiar Teresa Bonum\u00e1 (SP).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo com a chegada de outros filhos, a situa\u00e7\u00e3o tende a ficar mais calma depois dos primeiros anos de vida do primog\u00eanito. Afinal, pai e m\u00e3e j\u00e1 sabem o b\u00e1sico para cuidar de um beb\u00ea, n\u00e3o precisam come\u00e7ar tudo do zero e provavelmente se encontraram nos pap\u00e9is que funcionam melhor para a fam\u00edlia. Conforme os anos passam e as crian\u00e7as v\u00e3o ganhando mais independ\u00eancia, os conflitos tendem a diminuir e o tempo livre para fazer atividades a dois \u00e9 retomado. Vem ent\u00e3o a satisfa\u00e7\u00e3o de ter vencido juntos um dos maiores desafios na vida de qualquer ser humano e a certeza de ter deixado para o mundo um grande presente.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Distribui\u00e7\u00e3o desigual de tarefas<br>Quando apenas um dos parceiros fica encarregado (e sobrecarregado) com os cuidados com o beb\u00ea, tudo tende a ser mais complicado. \u00c9 o caso de Thalita Arnaud, 31 anos, m\u00e3e de Leonardo, 2, que afirma entrar em conflito pela falta de participa\u00e7\u00e3o do marido em tarefas cotidianas, como banho e alimenta\u00e7\u00e3o. \u201cO que mais me incomoda \u00e9 a frase: \u2018Mas voc\u00ea \u00e9 a m\u00e3e\u2019. Sim, sou a m\u00e3e e ele \u00e9 o pai! A obriga\u00e7\u00e3o de cuidado n\u00e3o \u00e9 apenas minha. Estamos conversando e aos poucos ele tem entendido\u201d, afirma.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SAIBA MAIS<br>O papel do pai na amamenta\u00e7\u00e3o<br>Por causa da amamenta\u00e7\u00e3o, \u00e9 natural que o beb\u00ea passe mais tempo com a m\u00e3e nas primeiras semanas, mas depois a fam\u00edlia deve decidir o que funciona melhor. Se os dois trabalham, cabe uma divis\u00e3o igualit\u00e1ria de tarefas. J\u00e1 quando um passa a maior parte do dia fora e o outro fica em casa \u00e9 importante entrar em um acordo para que ningu\u00e9m fique exausto, lembrando sempre que cada um deve ter tempo para um momento exclusivo com o filho na rotina.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\"><li>Limites e regras<br>\u201cComo sou mais cora\u00e7\u00e3o mole e meu marido mais r\u00edgido, n\u00e3o concordamos sobre os momentos em que uma corre\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria. Isso acaba em briga\u201d, conta Leidyany Mendes, 24, m\u00e3e de Leonardo, 4. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 comum e geralmente ocorre quando o casal foi criado sob diferentes formas de disciplinar. Nesses casos, o ideal \u00e9 conversar longe da crian\u00e7a para que um n\u00e3o tire a autoridade do outro. \u201cO di\u00e1logo em particular tem dado certo. N\u00f3s sabemos que os dois querem o melhor para o Leo\u201d, diz.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o casal Yuri, 32, e Keila Reis, 36, os conflitos s\u00e3o mais frequentes na hora de decidir as regras da alimenta\u00e7\u00e3o de J\u00falia, 5. \u201cN\u00e3o quero que ela coma doces, nem mesmo em festas de anivers\u00e1rio. Uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel \u00e9 essencial e trar\u00e1 diversos benef\u00edcios no futuro. J\u00e1 minha esposa a deixa beliscar chocolates como recompensa por ter comido bem nas principais refei\u00e7\u00f5es\u201d, conta Yuri. O consenso a que chegaram foi evitar exageros, al\u00e9m de se empenharem em explicar para a J\u00falia as propriedades nutricionais de cada alimento para que ela possa, no futuro, tomar sozinha a decis\u00e3o do que deve ou n\u00e3o comer.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\"><li>Amor e sexo<br>\u00c9 ineg\u00e1vel que a chegada do filho altera a vida sexual do casal. O tempo fica muito escasso e o cansa\u00e7o toma conta dos dois. Mesmo assim vale fazer um esfor\u00e7o e encontrar uma brecha para namorar. De acordo com a psic\u00f3loga Gl\u00e1ucia Guerra, coordenadora do Curso de Psicologia do Centro Universit\u00e1rio S\u00e3o Camilo (SP), para retomar o sexo \u00e9 importante que pelo menos uma vez por m\u00eas o casal realize uma atividade prazerosa para ambos, como um jantar. \u201cIsso \u00e9 crucial para manter o relacionamento saud\u00e1vel e a consci\u00eancia de que os dois n\u00e3o s\u00e3o apenas o pai e a m\u00e3e. H\u00e1 um amor rom\u00e2ntico tamb\u00e9m\u201d, afirma. A partir da\u00ed, a cumplicidade aumenta e a intimidade dentro do quarto se torna uma consequ\u00eancia.<\/li><li>Um dos pais se sente em desvantagem<br>Se apenas um dos parceiros consegue sair com os amigos ou ir ao cinema h\u00e1 algo errado! Esses momentos, al\u00e9m de relaxantes, s\u00e3o importantes para a manuten\u00e7\u00e3o da individualidade, mas \u00e9 preciso que os dois tenham a oportunidade de experiment\u00e1-los. De acordo com a sex\u00f3loga Carol Ambrogini (SP), colunista da CRESCER, o casal pode combinar antecipadamente que cada um ter\u00e1 pelo menos uma hora da semana para fazer algo para si, enquanto o outro assume o cuidado com o filho nesse intervalo: \u201c\u00c9 horr\u00edvel pensar que a vida que voc\u00ea tinha antes termina com a chegada do beb\u00ea. \u00c9 poss\u00edvel encontrar equil\u00edbrio\u201d.<\/li><li>Planejamento financeiro<br>Dinheiro (ou a falta dele) abala qualquer rela\u00e7\u00e3o. E a chegada de uma crian\u00e7a pode deixar tudo mais dif\u00edcil, pois os gastos s\u00f3 aumentam. Para Soraia Motta, 35, m\u00e3e de M\u00e1rcio, 6, o assunto \u00e9 delicado: \u201cTemos discutido tanto sobre o que cada um gasta que at\u00e9 j\u00e1 fizemos isso na frente do nosso filho. Parte meu cora\u00e7\u00e3o\u201d, diz. Em situa\u00e7\u00f5es como essa, fazer uma planilha mensal separando os gastos de acordo com temas (alimenta\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, roupas, escola) pode ajudar a fam\u00edlia a identificar aonde o dinheiro est\u00e1 indo. Dessa forma, o casal poder\u00e1 fazer juntos os cortes necess\u00e1rios. Para facilitar, os pais precisam decidir quem ser\u00e1 o respons\u00e1vel por um gasto espec\u00edfico: um paga o aluguel e o outro faz as compras, sem deixar ningu\u00e9m em desvantagem. Se voc\u00ea sente que essa ideia pode funcionar para voc\u00ea, vale distribuir os gastos proporcionalmente ao sal\u00e1rio de cada um.<\/li><li>Interfer\u00eancia externa<br>Quando nasce um beb\u00ea, a maioria dos familiares quer ajudar, mas \u00e0s vezes os palpites acabam atrapalhando a rotina do casal, que ainda est\u00e1 se adaptando. No caso de Joana*, 36, m\u00e3e de Carlos Eduardo, 7 meses, foi a sogra que gerou instabilidade. \u201cPrefiro seguir os conselhos do pediatra e tenho minhas pr\u00f3prias concep\u00e7\u00f5es, o que ela n\u00e3o respeitava. Queria passar dias na minha casa interferindo na cria\u00e7\u00e3o\u201d, afirma. Ela conta que depois de conversar muito com o marido, ganhou seu apoio e hoje em dia a av\u00f3 visita e convive com o neto, mas respeita os limites colocados pelos pais. Est\u00e1 passando por uma situa\u00e7\u00e3o parecida? Marque um bate-papo formal com seu parceiro e o parente em quest\u00e3o para discutir o assunto. Essa conversa evitar\u00e1 discuss\u00f5es no calor do momento, onde provavelmente surgem posturas inflex\u00edveis. N\u00e3o esque\u00e7a tamb\u00e9m de fazer algumas concess\u00f5es. Afinal, perceber que existem diferentes formas de ver o mundo \u00e9 algo que faz bem para a crian\u00e7a. Portanto, n\u00e3o se incomode se as regras forem um pouco mais flex\u00edveis nas visitas \u00e0 casa dos av\u00f3s, por exemplo.<\/li><li>Ci\u00fame<br>Pode parecer estranho, mas \u00e9 mais comum do que se pensa um dos parceiros se sentir enciumado com o relacionamento da crian\u00e7a com o outro. Rafaela Pinto, 28, m\u00e3e de Raul Filipe, 4, passa por isso e afirma que o marido reclama dizendo que os dois o deixam de lado. Existem v\u00e1rias causas poss\u00edveis e o primeiro passo deve ser conversar sobre o assunto com o parceiro para entender o que est\u00e1 por tr\u00e1s dessa inseguran\u00e7a \u2013 o que Juliana vem tentando fazer. Se o di\u00e1logo n\u00e3o resolver, procure perceber se voc\u00ea n\u00e3o se sente segura quando seu parceiro(a) cuida do filho ou acredita que ele(a) n\u00e3o faz as coisas t\u00e3o bem quanto voc\u00ea. Inconscientemente, isso pode fazer com que voc\u00ea o(a) impe\u00e7a de assumir um papel maior e formar um v\u00ednculo mais estreito com a crian\u00e7a, o que no futuro pode gerar o ci\u00fame.<\/li><li>Maneiras diferentes de amar<br>\u201cMeu companheiro \u00e9 um desligado quando se trata de cuidados que considero simples com o beb\u00ea, como fechar a janela para troc\u00e1-lo ap\u00f3s o banho. Ele demonstra amor com brincadeiras, enquanto eu dou carinho ao proteger. Ele dizia que eu era superprotetora e eu o acusava de ser descuidado\u201d, diz Giovana*, 35, m\u00e3e de Pedro, 9 meses. Assim como acontece na fam\u00edlia deles, as pessoas t\u00eam formas diversas de mostrar que se importam e n\u00e3o existe certo e errado. Vale lembrar que conviver com essa diferen\u00e7a \u00e9 at\u00e9 ben\u00e9fico para a crian\u00e7a que ganha repert\u00f3rio e consci\u00eancia maiores sobre maneiras de dar afeto. Para Giovana, a vida familiar melhorou com um di\u00e1logo franco com o marido: \u201cDisse que precisava do apoio dele e que apenas estava zelando pelo bem-estar do nosso filho. Demonstrei confian\u00e7a nelee disse que o amava. Estamos mais unidos desde ent\u00e3o\u201d.<\/li><li>O dilema da cama compartilhada<br>Muitos especialistas argumentam que dividir o leito com as crian\u00e7as compromete a intimidade do casal, mas incont\u00e1veis outros defendem que \u00e9 a melhor decis\u00e3o para algumas fam\u00edlias. Na casa de Daiana Bortoloti, 35, m\u00e3e de Pedro, 6, e Arthur, 3 meses, o mais velho dorme junto com os pais e o pequeno em um ber\u00e7o no mesmo quarto. \u201cMeu marido \u00e9 a galinha da hist\u00f3ria e quer os pintinhos debaixo das asas. N\u00e3o sou a favor, mas acabei concordando. Ele me convenceu com o argumento de que \u2018eles crescem r\u00e1pido\u2019\u201d, conta. Caso o casal opte pela cama compartilhada, o ideal \u00e9 manter os momentos de privacidade em outro ambiente da casa ou definindo dias da semana para dormir sozinhos.<\/li><li>A escolha da escola<br>Encontrar o col\u00e9gio ideal \u00e9 um desafio. Fernanda Vida, 32, m\u00e3e de Lucas, 7, Beatriz, 6, e Pedro, 4, conta que passou dois anos buscando o local adequado para matricul\u00e1-los no ensino fundamental. \u201cMeu marido queria uma escola convencional e eu procurava uma que tivesse o curr\u00edculo mais aberto. Brigamos muito at\u00e9 decidir por uma institui\u00e7\u00e3o tradicional, mas de meio per\u00edodo. Uso o tempo livre para atividades criativas e visitas a parques e museus. Assim, suprimos uma necessidade que o col\u00e9gio n\u00e3o atende t\u00e3o bem. N\u00e3o existe escola perfeita!\u201d, diz. Al\u00e9m de fazer uma lista com os pr\u00f3s e os contras de cada escola, vale levar a crian\u00e7a para fazer aulas experimentais e ouvir a opini\u00e3o dela, dependendo da idade.<\/li><li>Fonte: revistacrescer.globo.com<\/li><\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro ano de vida de um filho \u00e9 a prova de fogo para a maioria dos casais. Por mais que os pais tenham estudado sobre o assunto e at\u00e9 feito cursos para se preparar para a chegada do beb\u00ea, nenhum casal est\u00e1 100% pronto para os conflitos que poder\u00e3o surgir no relacionamento. 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